PESSOAS COMUNS TAMBÉM SÃO ATLETAS

Fortalecendo Vínculos: O Poder do Treino em Casal

Fortalecendo Vínculos: O Poder do Treino em Casal



    Quando se trata de alcançar objetivos relacionados a saúde e a estética, muitas vezes buscamos motivação fora de nós mesmos. Mas e se a motivação estivesse bem ao nosso lado, literalmente? A prática de treinar em casal pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer não apenas nossos corpos, mas também nossos relacionamentos.

    O ato de treinar juntos cria um vínculo único entre parceiros. Ao compartilhar a jornada de condicionamento físico, casais desenvolvem um senso de apoio mútuo e comprometimento. E não se trata apenas de estar presente fisicamente na academia, mas também de apoiar um ao outro emocionalmente. Nos momentos em que um parceiro se sentir desencorajado ou desmotivado, o outro estará lá para oferecer palavras de encorajamento e incentivo, é aquele negócio, um "cobrando" do outro (coloquei o cobrando entre aspas, pois essa palavra pode parecer pesada e muita gente não gosta, mas, se tratando de motivação, ela na maioria das vezes não é doce, ela precisa vir com uma espetada às vezes).

    Além disso, treinar em casal pode ser uma ótima maneira de fortalecer a comunicação e o trabalho em equipe dentro do relacionamento. Desde a definição de metas, até a elaboração de planos de treino, os casais aprendem a trabalhar em colaboração, compartilhando ideias e compromissos. Essa prática promove uma maior compreensão e empatia entre os parceiros, à medida que enfrentam desafios juntos e celebram conquistas mútuas.

    Outro aspecto importante do treino em casal é o fator diversão. Exercitar-se com seu parceiro pode transformar uma atividade física em um momento de descontração e alegria. Desde competir amigavelmente em um treino de corrida até experimentar novas modalidades de exercício juntos, os casais podem aproveitar a oportunidade para se divertirem enquanto cuidam de suas saúde e bem-estar.

    Além disso, treinar em casal pode ser uma fonte de motivação adicional. A responsabilidade de treinar com um parceiro pode inspirar cada pessoa a se esforçar mais e a permanecer comprometida com seus objetivos. A sensação de não querer decepcionar o outro pode ser um poderoso impulso para superar limites pessoais e alcançar novos patamares de condicionamento físico.

    Em última análise, o treino em casal não se trata apenas de melhorar a forma física individual, mas também de fortalecer o relacionamento como um todo. Ao compartilhar o compromisso de cuidar da saúde e do bem-estar mútuos, os casais criam laços mais profundos, baseados no apoio mútuo, na comunicação e na diversão. Então, da próxima vez que você pensar em se exercitar, por que não convidar seu parceiro para se juntar a você? Os benefícios vão além dos resultados na academia e se estendem para a vida a dois.

Os Motivos Profundos por Trás da Busca pela Hipertrofia

 Os Motivos Profundos por Trás da Busca pela Hipertrofia



    A jornada em direção à hipertrofia transcende o simples desejo de obter um corpo musculoso. Por trás desse objetivo, encontramos uma teia intricada de motivações que impulsionam indivíduos a desafiarem seus próprios limites, explorando não apenas a transformação física, mas também o desenvolvimento pessoal e emocional.

    A construção de uma autoimagem positiva é um dos pilares fundamentais que conduzem muitos à busca pela hipertrofia. O processo de esculpir o próprio corpo não se trata apenas de vaidade, mas sim de construir uma autoconfiança sólida e elevar a autoestima. Ao alcançar metas físicas desafiadoras, as pessoas encontram uma fonte valiosa de realização pessoal que vai além da superfície física.

    O impacto positivo na saúde mental e bem-estar é outra peça crucial desse quebra-cabeça. O exercício físico, especialmente aquele direcionado à hipertrofia, atua como um catalisador para a liberação de endorfinas, neurotransmissores associados à sensação de felicidade. Essa prática não só ajuda a combater o estresse, a ansiedade e a depressão, mas também contribui para a estabilidade emocional por meio da disciplina incorporada ao processo.

    A busca pela hipertrofia é, por natureza, desafiadora e repleta de superações pessoais. Ultrapassar limites físicos não é apenas um exercício físico, mas uma jornada de autotranscendência. O desafio constante de levantar pesos mais pesados, superar plateaus e perseverar através da fadiga muscular oferece uma sensação única de conquista pessoal, alimentando o desejo contínuo de crescimento.

    A comunidade fitness, especialmente aquela voltada para a hipertrofia, desempenha um papel vital na jornada de muitos entusiastas. Além de compartilhar experiências e dicas, essa comunidade proporciona um senso valioso de pertencimento. A busca pela hipertrofia muitas vezes se transforma em uma jornada coletiva, onde a troca de apoio mútuo cria laços significativos entre praticantes com objetivos semelhantes.

    A estética e a expressão pessoal emergem como motivos poderosos nessa busca. Moldar o corpo através do treinamento físico é mais do que um meio de obter força e resistência; é uma forma de arte. A escultura do corpo permite que as pessoas expressem sua individualidade, criando uma obra-prima única que reflete não apenas um corpo robusto, mas também uma estética pessoal.

    Em última análise, a busca pela hipertrofia revela-se como uma jornada multifacetada, onde os motivos profundos entrelaçam-se para formar uma narrativa única para cada indivíduo. Essa jornada vai além do físico, mergulhando nas camadas mais profundas do desenvolvimento pessoal, autoaceitação e conquista.

Título: O Dilema da Disciplina: Encontrando Equilíbrio entre Metas e Relações - "Cada Escolha, Uma Renúncia"

Título: O Dilema da Disciplina: Encontrando Equilíbrio entre Metas e Relações - "Cada Escolha, Uma Renúncia"


    Em nossa busca incessante por disciplina, enfrentamos um dilema complexo, resumido de forma impactante nas palavras de Charlie Brown Jr.: "Cada escolha, uma renúncia." Este lema, embora essencial para alcançar nossos objetivos, também nos conduz a uma reflexão crucial sobre o que estamos dispostos a abrir mão no caminho rumo à disciplina.

    O desafio não reside apenas em manter uma rotina ou resistir às distrações, mas sim na seleção cuidadosa do que renunciamos. Às vezes, movidos pela obsessão por nossas metas, podemos inadvertidamente sacrificar conexões fundamentais, especialmente aquelas enraizadas em nossos laços familiares. A disciplina, quando levada ao extremo, pode tornar-se isolamento, transformando-nos em solitários obcecados por nossas próprias conquistas.

    A procrastinação e as tentações momentâneas tornam-se, então, um escape sedutor da pressão auto imposta. A necessidade de equilibrar a disciplina com a vida social e afetiva cria um dilema constante. A persistência exige não apenas resistência aos impulsos imediatos, mas também a habilidade de discernir quando é necessário abrir mão de um momento disciplinado para nutrir relações cruciais.

    A falta de equilíbrio entre disciplina e vida social pode resultar em solidão, uma consequência não intencional e muitas vezes dolorosa. A intensidade em alcançar nossos objetivos pode nos deixar despidos de conexões significativas, relegando-nos a um isolamento que mina a própria essência de nossas realizações.

    Contudo, é imperativo compreender que a verdadeira disciplina inclui a sabedoria de reconhecer quando e o que renunciar. A busca pela excelência não deve se sobrepor à importância das relações humanas. Cada escolha não deve significar uma renúncia total, mas sim uma ponderação sábia entre o comprometimento com nossos objetivos e a manutenção de vínculos essenciais.

    Encontrar o equilíbrio delicado entre disciplina e vida social é um desafio que exige autenticidade consigo mesmo. É preciso saber quando ceder um pouco em prol da conexão humana, compreendendo que as relações são parte integral de nosso bem-estar. Nesse diálogo interno sobre renúncia, descobrimos que equilibrar disciplina e sociabilidade é uma arte que exige prática e sensibilidade.

    Em última análise, o verdadeiro desafio da disciplina não é apenas alcançar nossos objetivos, mas também preservar o tecido vital de nossas relações. Somente ao reconhecer e navegar com sabedoria no dilema entre disciplina e vida social podemos aspirar a uma vida plena, onde o sucesso coexiste harmoniosamente com a conexão humana. Cada escolha, cada renúncia, molda não apenas nossas realizações, mas a riqueza e profundidade de nossa jornada.

Emagrecimento: Saúde ou Estética?

 Emagrecimento: Saúde ou Estética?




    Vivemos em uma sociedade onde padrões estéticos muitas vezes ditam o que é considerado bonito ou feio. No entanto, é crucial compreender que a beleza é subjetiva, variando de pessoa para pessoa. A diversidade é o que torna o mundo interessante, e o peso corporal não deve ser um fator determinante para a aceitação ou rejeição social.

    É fundamental desconstruir a ideia de que uma pessoa está acima do peso é automaticamente menos atraente. O gosto é individual, e a beleza vai muito além da aparência física. Em vez de julgar, deveríamos focar em promover um ambiente que celebre a diversidade e respeite as escolhas individuais.

    No entanto, é indispensável ressaltar que a preocupação com a saúde deve ser prioritária. O excesso de peso não deve ser encarado apenas como uma questão estética, mas sim como um fator que pode acarretar diversos prejuízos à saúde. Problemas como diabetes, doenças cardiovasculares e complicações articulares são apenas alguns exemplos das consequências que o sobrepeso pode acarretar.

    Assim, o convite é para que cada indivíduo direcione seu foco para a promoção de hábitos saudáveis de alimentação e atividade física. Emagrecer não deve ser apenas um objetivo estético, mas sim uma busca pela melhoria da qualidade de vida e bem-estar.

    A criação de uma rotina equilibrada, baseada em escolhas alimentares conscientes e prática regular de exercícios, não só contribui para a perda de peso, mas também fortalece o corpo e a mente. Além disso, o emagrecimento saudável é um processo gradual, que respeita os limites do corpo e promove mudanças sustentáveis.

    Portanto, quebrar os estigmas associados ao peso e direcionar o foco para a promoção da saúde é um passo fundamental. Cada jornada de emagrecimento deve ser única, guiada pelo respeito ao próprio corpo e o desejo sincero de cultivar uma vida mais saudável.

    Em resumo, a beleza está na diversidade, mas a saúde é um bem precioso que merece atenção e cuidado. A busca pelo emagrecimento deve ser motivada pelo desejo de bem-estar e pela adoção de hábitos saudáveis que proporcionem não apenas uma transformação estética, mas, acima de tudo, uma mudança positiva e duradoura na qualidade de vida.

A Importância da Conscientização sobre Saúde Mental

 A Importância da Conscientização sobre Saúde Mental

    A saúde mental, muitas vezes negligenciada por nós, é o pilar para se viver em um mundo frenético, marcado por desafios constantes. Falar, compreender e promover a conscientização desse tema fazem-se necessários dentro do contexto do #desafio90diasL5, pois a proposta deste programa é tornar você saudável de verdade, e não há condições de ser saudável se sua cabeça não está bem.

    Num cenário no qual as questões relacionadas à saúde mental sofrem resistência de algumas pessoas, que insistem em não falar sobre o assunto para que outras pessoas não saibam que ela pode estar passando por um momento ruim, a conscientização serve como uma ferramenta poderosa para desmistificar preconceitos arraigados. Ao compreender que a saúde mental é tão crucial quanto a saúde física, podemos criar uma sociedade mais inclusiva, onde a empatia substitui o julgamento.

    A conscientização sobre saúde mental não é apenas sobre i
dentificar condições específicas, mas também reconhecer a complexidade e a singularidade de cada cabeça. Como também, nos desafia a ser compassivos, a entender que todos enfrentamos adversidades, mesmo que não se manifestem externamente.

    Ao abraçar a conscientização, quebramos as barreiras que isolam aqueles que sofrem em silêncio nos labirintos do próprio cérebro, que está cercado de perigo. É um chamado para abrir diálogos francos, promovendo a compreensão mútua e oferecendo um espaço seguro para expressar vulnerabilidades. A conscientização destaca que ninguém está sozinho em sua batalha.

    Além disso, a promoção da saúde mental contribui diretamente para uma sociedade mais produtiva e resiliente. Indivíduos que compreendem e cuidam de sua saúde mental são mais capazes de enfrentar desafios, lidar com o estresse e manter relacionamentos saudáveis. Assim, a conscientização não é apenas uma questão de compaixão, mas também de investimento no bem-estar coletivo. Em um mundo cada vez mais conectado, falar sobre saúde mental também abrange o uso responsável da tecnologia e redes sociais, reconhecendo seu impacto nas emoções e no equilíbrio emocional.

    Em síntese, a conscientização sobre saúde mental é um passo fundamental para construir uma sociedade que valoriza o cuidado emocional tanto quanto o físico. É uma jornada coletiva em direção à compreensão, aceitação e apoio mútuo. Ao avançarmos no assunto, estamos pavimentando o caminho para um futuro onde a saúde mental é prioridade, contribuindo para um mundo mais saudável, resiliente e empático. Por isso, se precisar, converse conosco; estamos aqui para ouvir.

COMO O ESTRESSE E O MEDO TE FAZEM ENGORDAR

Nesse momento tão tenebroso que estamos vivendo, o medo e o estresse tomam conta da sociedade. Estamos perdidos, sem saber o que fazer. Quem pode afirmar possuir uma resposta certa? 

Devemos ficar trancados em casa, no isolamento, para evitar a transmissão do virus? 

E se ficarmos em casa, como vamos conseguir dinheiro para sobreviver?


É certo que o vírus se espalha de pessoa para pessoa, por isso o distanciamento social se faz necessário nesse momento. Nesta data que escrevo (20/03/2021), a taxa de transmissão atingiu 1,22, isso significa que 100 pessoas infectadas, transmitem o virús para mais 122 pessoas, isso mais que dobra o número de infectados, pasando para 222. Além disso, os leitos de UTI chegaram no limite. Ou melhor dizenso, ultrapassou, pois, a ocupação desses leitos atingiu 100,8%. Isso quer dizer que estão faltando vagas para quem chegar aos níveis mais graves da doença. E não adianta achar que só colocar mais respiradores nos hospitais, já que o maior problema nem é esse mais. Não temos médicos para trabalhar nas UTIs, todos com essa especialidade, já estão no campo de batalha.


Por outro lado, temos a economia que afeta diretamente aqueles que não trabalham nas atividades consideradas essenciais. Se todos nós ficarmos em casa, como iremos conseguir dinheiro para comer? Vamos ficar dependentes do governo, recebendo as quatro parcelas do auxilio emergencial? Parcelas que variam de R$150,00, R$250,00 e R$375,00, com esse dinheiro não dá nem para fazer a compra do mês, ainda mais com o aumento da inflação que sofremos nos ultimos meses, aumento que teve a ver também com o crescimento da divida publica, que cresce cada vez mais, e uma parte desse crescimento se deve por conta dessas medidas emergenciais que são necessárias nesse momento. Mas desse jeito, vamos ter um colapso na saúde e também nos cofres públicos. 

Essa situação tão diferente, está nos deixando com as emoções a flor da pele, é só entrar nas redes sociais que você vai ver o povo brigando o tempo todo. Na politica então, nunca vivemos uma polarização tão grande, parece que o debate racional acabou, não existe equilibrio nos discussóes. Se uma ideia é dada por um lado, o outro é imediatamente contra, sem nem parar para pensar se aquela ideia pode ser ou não uma solução. Estamos medo, e o medo nos deixa estressados.


Esse fenomeno social que estamos vivendo, onde as pessoas estão cada vez mais nervosas, brigando o tempo todo uma com as outras, completamente estressadas, tem a ver com uma região do nosso cerebro chamada amidala. A amidala é uma das primeiras áreas que foram desenvolvidas pelo nosso cerebro, ela está ai a milhões de anos e foi responsável pela nossa sobrevivência até a atualidade. A amidala é um mecanismo de defesa do nosso sistema nervoso, por isso, sempre que passarmos por uma situação que consideramos perigosa, essa area será ativada e a sua resposta será, fugir ou lutar. Essas ações aconteçam de forma irracional, só depois que a situação passa, que você vai avaliar o que realmente estava acontecendo. Deixa eu dar um exemplo: você caminhando por uma rua escura, e de repente você ouve o barulho de uma moto vindo por trás, você então percebe que ela está desacelerando. Nesse exato momento, a sua amidala é acionada, e uma descarga de adrenalina se espalha pelo seu corpo, acelerando seus batimentos cardiacos.  Uma sensação de estresse toma conta do seu corpo e a sua vontade será de sair correndo daquele lugar.

Toda situação de medo, provoca essa sensação de estresse, e nesse caso você vai fugir ou lutar. Com as redes sociais as pessoas estão com medo, estressadas, ai quando veem alguém com opinião diferente vão atacar, já que na rede social, você está conversando com uma foto e não uma pessoa (apesar de existir uma pessoa por trás daquela foto). E isso vai deixando a gente cada vez pior, longe de uma solução racional, pois estamos deixando nosso lado irracional tomar conta das nossas ações.

Por isso, o mais importante para esse momento é relaxar. Respirar fundo fundo ajuda a diminuir nossa batimento cardiaco é a trazer nossas emoções para outras areas do cerebro, onde poderemos pensar melhor naquilo que realmente acontecendo.

Nós atletas, aprendemos a lidar com a amidala, a gente sente raiva, ciumes, inveja, tristeza, dor, medo, felicidade e outras tantos emoções sejam elas negativas ou positivas, o que acontece que somos treinados para gerencia-las. E o primeiro passo para isso, é não negar que elas existem, depois é preciso saber o que é real e o que imaginário, para depois avaliar qual a decisão correta a ser tomada. 

Pessoas de sucesso, são aquelas gerenciam melhor as suas emoções. Se você sair por ai reagindo a tudo que aparece ao seu redor, sem saber diferenciar qual luta compensa lutar, e qual compensa fugir, vai perder seu tempo e gastar energia desnessária com uma luta que não te trará nada de bom. 

Quando você deixa o medo e o estresse tomarem conta da sua cabeça, vai começar a liberar um hormônio chamado cortisol. Esse hormônio é responsável pelo o aumento do peso corporal, da circunferência abdominal, além problemas relacionados a pressão arterial, perda da massa magra, estrias, osteoporose, dentre outros. O estresse também diminui a sua atenção, e com isso, consequetemente você vai ter dificuldades de manter regularidade na atividade física e  dieta, pois, o seu corpo vai sempre procurar ficar na zona de conforto. E isso significa ficar deitado e comer coisas com muito açucar ou fritas, e ai o problema vai só piorando.

Nossa dica aqui então, é que você fique longe de problemas que você não é capaz de resolver, evite brigas por questões politicas, ainda mais com pessoas que não tem o poder de mudar nada. Concentre-se naquilo que pode fazer para melhorar a sua saúde, pois, é só com ela, que você terá melhores condições de enfrentar o Covid-19 e continuar lutando no seu trabalho.   

Por isso, sempre que se sentir estressado, respire fundo, questione o seu sentimento, avalie o que está sentindo, entenda o motivo desse sentimento, pense se vale a pena lutar ou se é melhor fugir. 

    
 



 

ESCOLA DE FUTEBOL PEDRO LEOPOLDO/L5

A melhor coisa que aconteceu para o futebol brasileiro foram o 7x1. Essa surra nos ajudou a acordar e rever esse negócio de éramos o país do futebol. Estávamos há muito tempo escorados na nossa história, nos títulos mundiais e nos grandes jogadores do passado, aqueles que por inúmeras vezes foram considerados os melhores do mundo. 

 

O sucesso pode derrubar a gente, ele sobe para cabeça e nos deixa convencidos. Estamos vivendo uma fase estranha, o salto alto tomou o lugar das chuteiras. Essa é geração "arrasta chinelo", onde os jogadores se destacam mais pelo jeito moleque de andar, do que pelo futebol que apresentam.  

Por décadas fomos os melhores do mundo, com isso passamos a acreditar que dava para ganhar só com o peso da camisa. Só que algo aconteceu que mudou isso aí, o pessoal que estava atrás resolveu se empenhar de verdade em aprender futebol e acabou nos superando. Não podemos esquecer que a Alemanha que nos deu o sacode, é a mesma que anos antes havia perdido uma final de Copa do Mundo para o Brasil.



Quer dizer, era o mesmo país, mas com uma atitude diferente. Mas o que será que eles fizeram para reverter essa situação?

Simples, planejaram. 

Eles sentaram, conversaram, discutiram, envolveram todas as classes do futebol alemão para um objetivo em comum, serem os melhores do mundo no futebol. E deu no que deu, eles não só foram campeões mundiais, mas no cenário de clubes, possuem clubes nacionais que estão entre os melhores do mundo.

O ponto principal do sucesso alemão foi o investimento feito na base, eles entenderam que para ser melhor no futuro, era preciso dar qualidade para quem vai ocupar esse espaço. E qual era o primeiro passo para atingir esse objetivo? Começaram pela capacitação dos seus treinadores das categorias de base. 


Eles concluíram que essas pessoas eram responsáveis diretamente pela qualidade dos futuros jogadores, pois uma criança bem treinada, se torna um adulto mais eficiente. Por isso criaram um movimento nacional para a capacitação dos professores. Isso mesmo! O país investiu em professores, na educação, na base, comprovando que a valorização dos professores é o principal caminho para mudar a história, e foi o que aconteceu.

Com esse exemplo fica claro onde devemos começar a investir para mudar nosso futuro, aqui no caso estamos falando de futebol, mas isso se aplica a qualquer outra área, investir em educação, muda o mundo. E investir em educação parte de investir em quem vai ensinar. É necessário primeiro ensinar quem ensina, pois pensa bem, se quem ensina não aprende, como ele vai ensinar?

O futebol é uma ciência, possue uma literatura vasta, riquíssima e que nesse mundo globalizado, onde a informação chega tão rápido, tudo é compartilhado.  Não cabe mais fazer as coisas no “Eu acho” no futebol, principalmente quando falamos de formação, o professor precisa se atualizar o tempo todo, e aqueles que não estudam, estão perdendo espaço nesse ramo. 

E no Brasil, como estamos nesse investimento?

Aqui no Brasil também existe um movimento entre as instituições acadêmicas para capacitar os treinadores das categorias de base. A CBF tem cada fez mais laçado conteúdos, capacitações e está contando com várias iniciativas no campo acadêmico. Mas esse movimento ainda está nos grandes clubes, um pouco restringido a quem está já no alto rendimento. 



Mas o importante que o conhecimento já está por aqui, e aospoucos vai chegando nas demais escolas. O processo ainda está lento, mas está acontecendo, qualquer um é capaz de se capacitar como treinador de futebol, quer dizer qualquer um que seja formado em Educação Física (que é outra evolução no país) e tenha dinheiro para investir, pois os cursos ainda são bem caros.

A L5 Esportes está nesse caminho, ainda mais que somos uma empresa inclinada para a área acadêmica, nós gostamos de estudar e de treinar nossos treinadores. Só nesse ano de 2021 foram formados quatro grupos de estudos diferentes, todos voltados para o esporte. Um deles é exclusivo para o futebol, onde buscamos atualizar junto com o mundo. Temos um dia na semana que serve apenas para nos aprender o que há de mais moderno nessa modalidade que é paixão nacional, pois entendemos que vale a pena o esforço para adquirir esse conhecimento.



Além do futebol, também estudamos o basquete, a preparação física esportiva e o marketing esportivo. Isso mesmo, estudamos marketing, pois entendemos que não adianta o jogador ser bom, se ninguém o conhece. Somos uma equipes com cerca de 12 profissionais, que se dividem em diversas áreas do conhecimento esportivo, e há muito tempo estamos nos preparando para atuar nesse mercado.

No mês de janeiro fechamos uma parceria com o Pedro Leopoldo Futebol Clube. Uma parceria que tem como objetivo colocar em prática tudo de novo que estamos aprendendo com o futebol, desde a parte de desenvolvimento cognitivo, motora, técnica e tática, além de ensina-lo a como se comportar nas redes sociais e onde aparecer para ser visto pelo mundo futebolístico.



Nossa parceria com o Bodão, tem a ver com a organização da categoria de base da equipe, onde eles entram com a estrutura física, e nós com a estrutura técnica, oferecendo nosso corpo de treinadores para exercer o trabalho com os meninos. A intensão principal da equipe é profissionalizar o futebol amador. 

Vejam bem, o objetivo é profissionalizar o amador e não se tornar uma equipe profissional. E isso deve ficar bem claro, pois faz toda diferença na hora de tocar o projeto.

Quando falamos sobre profissionalizar o amador, significa que queremos continuar competindo no nível amador, só que com postura profissional, com atletas educados, com qualidade técnica e inteligência tática, e claro com um bom comportamento também fora de campo. 

Por isso estamos criando a primeira categoria de base do Pedro Leopoldo/L5, pois a partir de agora toda a gestão de pessoas será da nossa empresa, que é especialista nisso.

Vamos dar início ao trabalho agora, no mês de março. Iremos realizar uma seletiva com meninos nascidos nos anos de 2005, 2006 e 2007. Nossa primeira atuação será no SUB-16. 

Para isso, estamos organizando uma peneira diferente, que vai durar quatro meses, abril, maio, junho e julho, com dois treinos na semana, sempre às terças e quintas, das 16h as 17h30min.

Decidimos selecionar nosso grupo dessa forma, pois acreditamos que peneira do tipo de um dia não é muito justa com os meninos. As vezes um bom jogador não consegue mostrar tudo que sabe por ter ficado nervoso no dia do teste. Ao prolongar esse período, ele terá tempo de se adaptar e mostrar o seu melhor.

Durante esse período, os meninos receberão treinamento técnico e tático no campo do PL, serão no mínimo três profissionais que estarão presente nos treinos, e eles  estarão trazendo para esse projeto uma linha de treinamento que está sendo tendência mundial, que são as técnicas através da neurociência. 

Esse método busca desenvolver a inteligência do atleta, pois descobriu-se que quanto mais inteligente o atleta for, maior será a sua capacidade de resolver as infinidades de problemas que aparecem durante um jogo de futebol. Atletas que treinam de forma mecânica, vão jogar de forma mecânica, e o mundo já sabe que atleta assim não é capaz de jogar nos dias de hoje, pois todo já mudou, agora falta a gente também mudar.

Os atletas também poderão experimentar as situação de competição, que é outra mudança que trazemos na forma de fazer escola de futebol. Sempre na última semana de cada mês eles irão competir internamente, com direito a uniforme, arbitragem, e análise de desempenho, onde poderemos apresentar para o grupo seus pontos fortes e fracos. Esse tipo de trabalho, faz com que o atleta aprenda a competir, tornando-o mais maduro e com condições de se dar melhor quando for para o jogo de verdade.

Nosso objetivo é em julho ter o grupo de atletas montado, que vai contar com 25 meninos. Esse grupo assim que fechado, irá treinar em alto nível cinco dias na semana, alternando em treinos no campo e na academia, para melhorar seus padrões de força. Além disso, irão participar de competições para a sua idade, com o objetivo de aparecer para os grandes clubes. Esse grupo selecionado irá fazer parte do time Pedro Leopoldo/L5 sem nenhum custo.

Para selecionar esse time de 25 atletas, iremos abrir inscrições para 60 meninos nascidos em 2005, 2006 e 2007. O período de inscrição será do dia 15/03/2021 a 31/03/2021, e acontecerá por ordem de inscrição.

A inscrição é feita por um responsável que deverá realizar um pré-cadastro através do botão de Clique Aqui, logo abaixo. Você não paga nada para realizar esse pré cadastro, mas apenas os atletas cadastrados nesse link, poderão participar da fase de inscrição.

A inscrição acontecerá por ordem, os 60 primeiros que finalizarem o pedido garantem a vaga, e para confirmar o responsável pagará apenas um taxa de R$200,00 (duzentos reais), que vale para o ano de 2021, depois disso, não há mais nenhuma cobrança de mensalidade. O atleta também deverá adquirir o uniforme da equipe, no valor de R$80,00 (oitenta reais).

Nosso projeto marca uma mudança na forma de fazer esporte na cidade, e sabemos que toda mudança causa desconfiança, mas pedimos espaço para tentar fazer diferente, para que possamos colher resultados diferentes. Precisamos da confiança de quem acredita na chegada do novo e do tempo para provarmos que estamos seguindo o caminho certo.

Pedimos sua ajuda, se você recebeu essa carta, peço que compartilhe para alguém que esteja dentro do nosso perfil. Colabore com nosso trabalho.

Muito obrigado por ter chegado até aqui.

#Pessoascomunstambemsaoatletas

UMA IDEIA PARA MUDAR A FORMA DE EDUCAR

 

UMA IDEIA PARA MUDAR A FORMA DE EDUCAR

POR ROBERTO LELES

Educação é um tema bem difícil de debater, e só quem viveu na pele a responsabilidade de educar, sabe falar sobre como é ficar no olho desse furacão. São tantas coisas que acontecem ao mesmo tempo, que é impossível imaginar uma solução única para a enorme demanda que aparece, cada dia você se depara com um problema novo.

                É loucura apontar um culpado, pois cada escola é uma escola, cada sala é uma sala e cada aluno é um aluno. Além disso cada gestor ou professor escolar também é único, e as vezes o que pode ser um problema para um, não é para o outro. Por exemplo, existem escolas que obrigam os alunos a se juntarem no pátio, para cantar o hino nacional e fazer a oração do Pai Nosso antes de entrar na sala, enquanto outras escolas, não realizam essa “cerimonia”. Ai temos um problema! Pois as escolas que obrigam os alunos a participarem dessa “cerimonia”, enfrentam aqueles que não querem participar, com isso já começam o dia, enfrentando um conflito.

                Educar é uma tarefa delicada, pois o professor precisa passar um conhecimento para alguém que na maioria das vezes não quer receber, com isso os professores dentro da sala de aula, enfrentam mais um conflito, convencer aos alunos a aprenderem algo que eles ainda nem sabem que precisam.

A maior parte dos alunos vivem como se o mundo da escola fosse eterno, alguns realmente acreditam que a vida começa e termina ali, por isso, essa fase da adolescência é tão sofrida para alguns e tão feliz para outros. Pois pensa bem, imagina como é para a gordinha que sofre bullying no ensino médio? Seu universo gira em torno da opinião dos seus amigos da escola, por isso, sua percepção do mundo, é que ela é um fracasso. Enquanto isso, aquele garoto descolado, que é muito popular, festeja o seu sucesso na comunidade escolar, e sua percepção sobre a vida escolar é bem diferente de sua amiga mais cheinha.

A fase escolar é uma das mais complicadas, pois é uma fase de descobertas. Quando se torna adulto, você percebe que a maioria dos seus problemas eram coisas bobas de serem resolvidas. Você também descobre que o fato do seu ensino médio ter sido um sucesso, não quer dizer nada, e da mesma forma se ele foi um fracasso. Aposto que já viu essa história se reverter diversas vezes, da gordinha emagrecer e do bonitão fracassar. Se você é um adulto, sabe dessas coisas, só que eles ainda não, por isso sofrem tanto.

Por isso o professor precisa entender essa situação e ensinar pensando na fase que os alunos estão vivendo. Ninguém aprende obrigado, pois para se transferir um conhecimento, é necessário ter abertura de quem vai recebe-lo. O professor e o gestor escolar, são as pessoas maduras nesse processo. Eles também passaram pela escola e tiveram suas próprias experiências. Por isso são os responsáveis por guiar os alunos nesse caminho, ajudando-os a perceber de que existe um mundo maior lá fora, e que eles precisam se concentrar no futuro, pois o tempo passa rápido e as oportunidades também.

Professores e o gestores escolar eficientes possuem uma característica comum, usam a criatividade para educar, chamam a atenção do aluno e despertam o seu interesse, assim ganham abertura para passar a mensagem. Eles buscam desafiar os alunos para que eles se sintam estimulados a desenvolver suas habilidades. Outra característica importante, é a empatia, eles têm a capacidade de se colocar no lugar do aluno, buscando entender quem é esse sujeito com quem está conversando. Eles procuram informações dos seus alunos, querem saber quem é, de onde vem, o que passa com ele dentro da sala de aula ou em casa, pois entendem que cada um é cada um, e o ambiente externo influencia diretamente nesse processo de educação.

Tentar impor autoridade dentro da sala de aula, geralmente não funciona. Esse perfil de professor autoritário, linha dura, só faz aumentar o conflito e a distância com o aluno, o que piora a situação, pois, uma pequena parte bem barulhenta da sala de aula, adora desafiar quem quer obriga-los a fazer alguma coisa. Com isso o professor passa grande parte da aula gritando, se estressando, enquanto essa turma se diverte as custas dele.

Educar é a arte de engolir sapos, o professor precisa manter a ordem e a classe ao mesmo tempo, não é um trabalho fácil, imagina você lutar sozinho em uma sala de aula, contra quarenta adolescentes, é uma batalha já perdida com certeza. Por isso o professor precisa respirar fundo e não se permitir ser atingindo pelas provocações, pois cada reação a um aluno “bagunceiro”, aumenta sua audiência, e com isso sua força vai aumentando e ele vai se tornando o líder daquela sala.

Uma forma bem eficiente de ganhar a atenção da sala, é estimulando os alunos interessados. Jack Welck, um dos CEOs mais bem sucedidos do mundo, disse que sempre classificava seus liderados em três classes, A,B e C. Ele dizia que o classe A, eram aqueles 10% acelerados da turma, pessoas que não precisavam ser estimuladas, pois se motivavam sozinhas. O classe B, representa 70%, e são pessoas que precisavam de estímulos, de orientações e uma pequena força para trabalhar. E o C, geralmente são 20%, e representam aqueles que não tem nenhum interesse no que está acontecendo. Welck dizia que o risco maior eram os classe B, pois é a classe influenciável, eles podem se misturar tanto com quem é A, como com quem é C, e é ai que está o risco, pois se eles se misturarem com os classe C, o comportamento da turma será igual daqueles que não tem interesse nenhum em colaborar.

O grande problema de professores que não conseguem atrair a atenção da sala, é que eles gastam mais tempo com os alunos classe C, do que com os classe A, e isso desmotiva quem está interessado em participar da aula. Os classe C são realmente irritantes, falam coisas fora de hora apenas para atrapalhar o andamento da matéria, mas, se o professor dar muita atenção para esse grupo, eles vão ganhando popularidade, e ganhando seguidores, geralmente os classe B, que são os altamente influenciáveis. Por esse motivo o professor deve “engolir sapos”, e não deixar que as provocações dos alunos classe C, façam o perder a razão. É uma tarefa complicada, mas necessária, pois se o professor cair na tentação de responder, eles já venceram.

Para conquistar uma turma, a aula deve ser direcionada para os classe A, eles devem ser desafiados a liderar a sala. Os classe A são competitivos, e na posição de liderança conseguem estimular seu grupo a fazer o melhor. Os classe A sendo estimulados, atraem os classe B e consequentemente acuam os classe C, tornando o ambiente da sala de aula muito mais produtivo.

Sou professor de Educação Física desde 2006 (sei que parece uma matéria fácil de lecionar, já que o senso comum acredita que a única coisa que fazemos é chegar na quadra, jogar a bola e deixar que eles “brinquem”. Mas não é bem assim, o conteúdo da Educação Física é extenso, e somos obrigados a passa-los, já que também caem nas provas), demorei um tempo para entender esse sistema, eu também lutava contra aqueles que não queriam nada na aula, e só me desgastava enquanto os alunos se divertiam com minha cara. Foi então que decidi mudar a abordagem, e trazer os alunos interessados para o foco.

Em 2018, fui designado para Escola Estadual Romero de Carvalho, uma escola de bairro de Pedro Leopoldo, lá eles tinham poucos recursos e muitos problemas, mas foi onde desenvolvi junto com outros professores, que também compactuavam com a ideia de estimular os interessados, um sistema de educação que usava jogos como meio de levar as mensagens. Vocês nem imaginam como isso deu certo, acabamos por descobri uma forma muito mais eficiente de ensinar, um método tão bom, que precisa ser compartilhado com a sociedade, e é por isso que gostaria de descrever como fizemos esse projeto nesse texto.

Criamos um projeto chamado JEROC- Jogos Escolares Romero de Carvalho-, um evento que foi construído pelos alunos, do início ao fim. A intenção do projeto era construir algo que tivesse a cara dos alunos e não dos professores ou do Estado, a ideia era dar autonomia para saber do que eles eram capazes.

Dividimos toda escola em quatro equipes, os alunos elegeram os líderes de cada grupo através de uma eleição. Nessa fase eles participaram de palestras sobre política, onde aprenderam como escolher um representante. O objetivo desse momento era ensinar sobre a importância de pesquisar, entender e reconhecer um representante, promovendo uma aula sobre responsabilidade civil. Com isso muitos tiveram a primeira experiência de votar e ser votado. Todo o projeto era organizados pelos alunos considerados os mais responsáveis da escola (E esse era o ponto chave da nossa teoria, dar visibilidade e estimulo aos classe A).

Os alunos foram responsáveis pela criação das regras dos jogos, e orientados a como melhorar a organização, e como dar publicidade ao que estava acontecendo. Houveram disputas de jogos esportivos, dança, matemática e redação. E as equipes eram pontuadas de acordo com as tarefas executadas. E durante todo o projeto várias ideias foram sugerindo, como por exemplo competições de projetos de ciência, cultural, dentre outros. (Uma pena não termos conseguido fazer tudo).

Introduzimos o mundo do empreendedorismo durante o projeto, eles aprenderam a pensar sobre como produzir riqueza, e com isso aumentar os recursos disponíveis do evento. Entenderam como funciona o mercado financeiro, de criar uma oferta em cima de uma demanda. Eles conseguiram atrair a comunidade escolar (Pais, professores, amigos) para os jogos nos sábados letivos, e com isso venderam produtos (pastel e refrigerante) e conseguiram lucrar. Com isso tiveram que aprender a se reunir para tomar de decisões importantes, como grupo, assim ganhando mais uma experiência.

Esse projeto foi capaz de mostrar que existe uma forma mais pratica de colocar as teorias de educação para funcionar, pois permitiu que crianças e adolescentes pudessem viver de forma real como o mundo acontece. Por isso, acredito que valha a pena investir tempo e recursos aperfeiçoando esse método de trabalho, para trazer uma educação mais pratica, voltada para os alunos interessados, estimulando a autonomia e a criatividade do ambiente escolar.  

UM OLHAR SOBRE A SEGUNDA GESTÃO DE DR. MARCELO GONÇALVES


Mediante àquela já tão batida máxima de que “a melhor forma se pensar no futuro é  estudar o passado e assim construir conscientemente o presente”, esse canal tem como intenção maior criar uma linha temporal analítica abordando as posturas de cada prefeito de Pedro Leopoldo nos últimos 25 anos. Já foi discutido aqui nesse Blog a gestão de Ademir Gonçalves (1997 a 2000), Ângelo Tadeu (2001 a 2004) e a primeira gestão de Dr. Marcelo Gonçalves (2005 a 2008). Nesse texto falamos sobre o segundo mandato de Dr. Marcelo (2009 a 2012), que foi o único nos últimos 25 anos a conseguir se reeleger. 

Em 2008 Dr. Marcelo conseguiu se reeleger, agora com um pouco mais de folga em relação ao seu concorrente. Nesses quatros que ele teve pela frente, Dr. Marcelo mostrou até boa vontade para com as políticas de esporte, mas, ainda faltava uma equipe técnica qualificada para implementar ações para que as políticas abstratas se transformassem em ações sociais efetivas.

Dirceu Lopes continuava no comando da secretaria de esporte, sozinho, ainda sem uma base técnica na secretária para auxilia-lo. Quem estava lá para auxiliá-lo, eram pessoas ligadas ao futebol amador da cidade, que eram até bem intencionadas, mas que pela capacidade reduzida em planejar e executar a pasta, excluía as demais possibilidades de politicas de esportes e de lazer.

Eles criaram um movimento de retorno do JEMPEL, os jogos aconteciam nas quadras que inclusive foram reformados nas escolas municipais e nos bairros. Foi uma boa iniciativa, mas longe de resolver algum problema relacionado ao esporte da cidade. Era mais um festival esportivo, do que uma competição, uma festa, para ser dito que foi feito algo.


Raposão e Galo Doido na entrega de medalhas
do JEMPEL



Pedro Leopoldo continuava participando do JIMI com suas equipes de Basquete Masculino, Futsal Feminino, Handebol Masculino e Feminino. Só que a participação era puramente pelo esforço daqueles apaixonados pela modalidade, que investiam tempo e dinheiro para suas modalidades não morrerem por aqui.

O CEPPEL teve o telhado instalado em 2008, mas, a quadra só foi liberada em 2011. Foram três anos de CEPPEL com teto, só que sem quadra. Nos, praticantes dos esportes especializados, tivemos que improvisar. O piso da quadra do ginásio havia sido lixado para a pintura, só havia um chão queimado, por isso fizemos as linhas de cada esporte com fita crepe, e usamos o espaço assim durante três anos!




Em 2011, assumi a presidência da ASEPEC-Associação de Incentivo ao Esporte-, que estava parada desde 2006. E com isso comecei a assumir uma postura de enfrentamento ao poder púbico, iniciando várias ações de cobranças de políticas públicas relacionadas ao esporte. Confesso que arrumei muitas brigas por isso, mas, nenhuma que me arrependa.


Uma delas foi no dia da pintura da quadra do CEPPEL, que estava com o projeto completamente errado, o Ginásio seria pintado da mesma maneira que a gestão de Marcelo pintou as quadras das escolas públicas, sem seguir nenhum padrão oficial, tirando as medidas do futsal, as demais linhas estavam completamente erradas, o que inviabilizaria competições no ginásio. Quando vi aquilo, confesso ter perdido a razão, comecei a questionar o secretário de esporte sobre o aquilo e ele me perguntou se eu era engenheiro. Fiquei indignado e fiquei lá até convencer as pessoas a mudarem o projeto, tivemos que ir para a internet e mostra-los qual era a forma certa de pintar aquela quadra. Demorou, mas, conseguimos interferir.

Uma mês depois desse acontecido, o CEPPEL seria inaugurado, a cidade inteira acreditou que haveria um evento esportivo para abertura do tão esperado espaço, mas não, o que houve no dia foi um Show do Don e Juan. Quem se lembra do show superfaturado que custou R$140mil para a prefeitura? Quando foram pesquisar, a dupla cobrava R$27mil, mas a nota paga foi quase cinco vezes maior. Isso provocou revolta nas pessoas, e Marcelo até hoje não explicou essa diferença.

Após a inauguração, o CEPPEL ficou à deriva, não havia um plano especifico para ele.  Como sempre! Só construíram e o deixaram lá, a ASEPEC que assumiu a organização de alguns horários, distribuindo para os esportes representativos, aqueles que treinavam para representar a cidade em competições fora do município.

Também houve uma tentativa de retornar os torneios de futsal, mas sem sucesso. A copa se chamava, Copa Dirceu Lopes de Futsal, que era uma tentativa de usar o forte nome do secretário de esporte para atrair a atenção das pessoas e da mídia, até que mídia apareceu, vários canais de comunicação compareceram para noticiar o evento, só que a população não teve a mesma empolgação.

A gestão de Dr. Marcelo, contribuiu com a construção do ginásio, e das quadras externas, a criação do projeto educação com arte que citei no último texto e iniciativa do retorno do JEMPEL. Faltou foi um corpo técnico capaz de criar e implementar políticas de esporte e lazer


CONHECEREIS A VERDADE E ELAS VÓS LIBERTARÁ

Esse é um versículo bíblico do livro de João, está no capitulo 8:32.

Já escutei essa passagem milhares de vezes, ela é muito famosa, mas confesso que não havia prestado tanta atenção na mensagem, não da forma que prestei nesses últimos dias, foi uma coisa incrível, de repente comecei a ter clareza sobre a essência dessa palavra, por isso gostaria de compartilhar com vocês.  

Nessa semana aqui na L5, conversei com várias pessoas sobre as prisões que criamos para nos mesmos, são muitas pessoas sofrendo pois se sentem aprisionadas a lugares, coisas e pessoas, e por mais fortes que elas sejam, não conseguem se soltar, e obter de volta sua liberdade.   
Para você entender melhor a mensagem de hoje, gostaria de pedir para que refletisse sobre a imagem abaixo.

Não seja acomodado - http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt


Nessa foto vemos um cavalo preso em uma cadeira, com isso podemos pensar que de tanto ficar amarrado, ele passa a acreditar realmente que essa cadeira é uma prisão impossível de sair. Ou então o fato de ficar tanto tempo preso, sendo humilhado, apanhando e sendo forçado a obedecer, ele cansou de lutar e se entregou, e mesmo sabendo que é mais forte que a cadeira, prefere ficar ali quito sem lutar por sua liberdade.

Chamamos isso de crenças limitantes, e são elas que nos mantém aprisionados no que acreditamos ser real, com isso somos impedidos de sair de onde estamos e dar um passo a mais para nossa evolução.
Aqui na L5, duas crenças limitantes foram as mais comentadas, a crença da beleza e a crença das drogas.

beleza prende as pessoas em padrões irreais, forçando-as a fazerem de tudo para parecerem com uma imagem criada por photoshop para uma revista, ou então um vídeo bem produzido de uma modelo na rede social. Quem é preso nesse mundo sofre muito, e por mais bela que essa pessoas sejam, nunca estão satisfeitas, por isso, desenvolvem diversos transtornos psicológicos, como depressão, ataques de ansiedade, síndrome do panico, dentre outros complexos. Elas ficam encarceradas na ilusão de parecerem bonitas, mas se esquecem em ser bonitas, e por mais cliché que possa parecer, um corpo bonito é que aquele que mora uma pessoa feliz dentro. As vezes uma leve barriguinha, uma ruga de expressão e uma celulite, fazem parte de uma vida bem vivida. Não estou falando aqui para você chutar o balde e abrir mão da vaidade, mas sim ter cuidado para não ficar aprisionado a um desejo de ser algo que não vale a pena, meu conselho é, faça exercícios físicos diariamente pensando nos seus benefícios, aprenda a ter disciplina e deixe seu corpo ativo, disposto e com longevidade. Se alimente pensando nos nutrientes e não só no sabor. Procure entender sobre as consequências da sua alimentação.Se você descobrir as verdades sobre isso, com certeza ficará liberto e com o tempo terá um corpo lindo..

O mundo das drogas, aprisiona as pessoas com os prazeres imediatos, elas provocam uma falsa sensação de bem estar, mas por apenas alguns instantes. E quando me refiro a drogas, incluo todas, inclusive o álcool e o tabaco que são licitas, e provocam tanto mal quanto qualquer outra, quando a pessoa não tem controle sobre si. Existem pessoas que não conseguem pensar em se divertir sem estarem alteradas. Existem amigos que só conseguem conversar sob o efeito de drogas, e quando estão de “cara limpa” não tem assunto. Agora imagine por um instante, se sua felicidade estiver condicionada ao uso de drogas, quando que você vai se divertir com seu filho? Com seus pais? Ou quando você vai se divertir aprendendo alguma coisa nova? No trabalho? Ou no esporte? Todas essas coisas também são divertidas, basta você prestar atenção. Mas o grande problema é que a droga rouba a sua atenção e você passa a esquecer do que realmente importa na vida. Quando você se diverte com sua família sem drogas, cria laços afetivos mais fortes. Quando se diverte ao aprender algo novo, você passa a evoluir constantemente seu intelecto e a vontade de aprender aumenta cada vez mais. Quando você aprende a se divertir no trabalho, passa a trabalhar com mais alegria, gostando do que estar fazendo, dando o seu melhor o tempo todo, com isso você é sempre promovido. Quando você aprende a se divertir no esporte, passa a entender como funciona seu corpo, e faz de tudo para melhorar sua performance e com isso o seu desenvolvimento físico só aumenta.

Na minha época de colégio, conheci um grupo de amigos que no final do ensino médio começou a frequentar um certo boteco da cidade, eles tinham na época 17 anos, mesma idade que a minha. Hoje aos 33 anos de idade, ainda passo no mesmo boteco e vejo a mesma turma de amigos, no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, eles não sabem a verdade, mas estão aprisionados ali.

Buscar a verdade não é uma tarefa simples, já que precisamos amadurecer e reconhecer que as vezes uma crença que trazemos conosco por muitos anos, pode ser uma mentira, e isso dói, e por incrível que pareça tem gente que prefere viver na mentira do que aceitar a verdade. O que não é uma atitude de sucesso, pois permanecer na ignorância te torna uma pessoa ignorante. E qual é a imagem que vem na sua cabeça quando alguém é tido como ignorante? É assim que as pessoas irão te enxergar se você não aceitar a verdade e mudar.
Entenda que nós precisamos fazer parte de um grupo, mas esse grupo não pode nos deixar “burro”, dominando nossa opinião, nossa voz e decidindo quais serão as nossas escolhas, as vezes ser do contra pode te salvar de ser injusto. Force o pensamento independente e faça suas escolhas baseadas na verdade, que só é encontrada nos livros e na reflexão, por isso leia bastante e pense o tempo todo no que está fazendo.