Mediante àquela já tão batida máxima de que “a melhor forma se pensar no futuro é estudar o passado e assim construir conscientemente o presente”, esse canal tem como intenção maior criar uma linha temporal analítica abordando as posturas de cada prefeito de Pedro Leopoldo nos últimos 25 anos. Já foi discutido aqui nesse Blog a gestão de Ademir Gonçalves (1997 a 2000), Ângelo Tadeu (2001 a 2004) e a primeira gestão de Dr. Marcelo Gonçalves (2005 a 2008). Nesse texto falamos sobre o segundo mandato de Dr. Marcelo (2009 a 2012), que foi o único nos últimos 25 anos a conseguir se reeleger.
Em 2008 Dr.
Marcelo conseguiu se reeleger, agora com um pouco mais de folga em relação ao
seu concorrente. Nesses quatros que ele teve pela frente, Dr. Marcelo mostrou
até boa vontade para com as políticas de esporte, mas, ainda faltava uma equipe
técnica qualificada para implementar ações para que as políticas abstratas se
transformassem em ações sociais efetivas.
Dirceu Lopes
continuava no comando da secretaria de esporte, sozinho, ainda sem uma base
técnica na secretária para auxilia-lo. Quem estava lá para auxiliá-lo, eram
pessoas ligadas ao futebol amador da cidade, que eram até bem intencionadas,
mas que pela capacidade reduzida em planejar e executar a pasta, excluía as
demais possibilidades de politicas de esportes e de lazer.
Eles criaram
um movimento de retorno do JEMPEL, os jogos aconteciam nas quadras que
inclusive foram reformados nas escolas municipais e nos bairros. Foi uma boa
iniciativa, mas longe de resolver algum problema relacionado ao esporte da
cidade. Era mais um festival esportivo, do que uma competição, uma festa, para
ser dito que foi feito algo.
Raposão e Galo Doido na entrega de medalhas
do JEMPEL
Pedro Leopoldo
continuava participando do JIMI com suas equipes de Basquete Masculino, Futsal
Feminino, Handebol Masculino e Feminino. Só que a participação era puramente
pelo esforço daqueles apaixonados pela modalidade, que investiam tempo e
dinheiro para suas modalidades não morrerem por aqui.
O CEPPEL teve
o telhado instalado em 2008, mas, a quadra só foi liberada em 2011. Foram três
anos de CEPPEL com teto, só que sem quadra. Nos, praticantes dos esportes
especializados, tivemos que improvisar. O piso da quadra do ginásio havia sido
lixado para a pintura, só havia um chão queimado, por isso fizemos as linhas de
cada esporte com fita crepe, e usamos o espaço assim durante três anos!
Em 2011,
assumi a presidência da ASEPEC-Associação de Incentivo ao Esporte-, que estava
parada desde 2006. E com isso comecei a assumir uma postura de enfrentamento ao
poder púbico, iniciando várias ações de cobranças de políticas públicas
relacionadas ao esporte. Confesso que arrumei muitas brigas por isso, mas,
nenhuma que me arrependa.
Uma delas foi
no dia da pintura da quadra do CEPPEL, que estava com o projeto completamente
errado, o Ginásio seria pintado da mesma maneira que a gestão de Marcelo pintou
as quadras das escolas públicas, sem seguir nenhum padrão oficial, tirando as
medidas do futsal, as demais linhas estavam completamente erradas, o que
inviabilizaria competições no ginásio. Quando vi aquilo, confesso ter perdido a
razão, comecei a questionar o secretário de esporte sobre o aquilo e ele me
perguntou se eu era engenheiro. Fiquei indignado e fiquei lá até convencer as
pessoas a mudarem o projeto, tivemos que ir para a internet e mostra-los qual
era a forma certa de pintar aquela quadra. Demorou, mas, conseguimos
interferir.
Uma mês depois
desse acontecido, o CEPPEL seria inaugurado, a cidade inteira acreditou que
haveria um evento esportivo para abertura do tão esperado espaço, mas não, o
que houve no dia foi um Show do Don e Juan. Quem se lembra do show
superfaturado que custou R$140mil para a prefeitura? Quando foram pesquisar, a
dupla cobrava R$27mil, mas a nota paga foi quase cinco vezes maior. Isso
provocou revolta nas pessoas, e Marcelo até hoje não explicou essa diferença.
Após a
inauguração, o CEPPEL ficou à deriva, não havia um plano especifico para ele. Como sempre! Só construíram e o deixaram lá, a
ASEPEC que assumiu a organização de alguns horários, distribuindo para os
esportes representativos, aqueles que treinavam para representar a cidade em
competições fora do município.
Também houve
uma tentativa de retornar os torneios de futsal, mas sem sucesso. A copa se
chamava, Copa Dirceu Lopes de Futsal, que era uma tentativa de usar o forte
nome do secretário de esporte para atrair a atenção das pessoas e da mídia, até
que mídia apareceu, vários canais de comunicação compareceram para noticiar o
evento, só que a população não teve a mesma empolgação.
A gestão de
Dr. Marcelo, contribuiu com a construção do ginásio, e das quadras externas, a
criação do projeto educação com arte que citei no último texto e iniciativa do
retorno do JEMPEL. Faltou foi um corpo técnico capaz de criar e implementar
políticas de esporte e lazer




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