Mediante àquela já tão batida máxima de que “a melhor forma se pensar no futuro é estudar o passado e assim construir conscientemente o presente”, esse canal tem como intenção maior criar uma linha temporal analítica abordando as posturas de cada prefeito de Pedro Leopoldo nos últimos 25 anos. Desse modo, saimos da decada de 90 entramos no seculo XXI, nos anos 2000. onde de 2000 a 2004 a cidade teve no cargo do executivo o prefeito Ângelo Tadeu, tendo como vice o popular e já falecido Dr. Hélio Issa.
Depois de várias tentativas, o advogado Ângelo Tadeu, junto com o seu vice Dr. Hélio
Issa (responsável pela construção do CEPPEL), venceram as eleições de 2000 e assumiram
o executivo de Pedro Leopoldo.
Tadeu, recebeu da gestão de
Ademir, o JEMPEL, a Copa Criança Esperança, o Campeonato Amador de Futebol,
além as escolinhas de basquete, vôlei, handebol, futsal e futebol de campo,
todos acontecendo no CEPPEL que ainda se mantinha dentro de uma funcionalidade
satisfatória. Em termos numéricos neste período o poliesportivo atendia quase
2.000 alunos nas modalidades de futebol, futsal, vôlei, basquete e handebol.
Toda essa
dinâmica fomentada no CEPPEL exercia fortalecidas repercussões nas escolas, nos
bairros e na sociedade pedroleopoldense. Pude acompanhar vários jovens de
estavam indo por um caminho nada promissor, reconduzirem sua vida pela influência
esportiva, dos companheiros atletas e dos professores treinadores.
Assim entendo
que inteligentemente Tadeu simplesmente deu continuidade ao que estava dando
certo - é o que nós como cidadãos
esperamos, que se mantenham os bons projetos da gestão passada, e não que criam
novos, recomeçando do zero, um projeto próprio. Estamos cansados disso!
A manutenção de projetos que demonstram bons
resultados tendem em termos gerenciais dar melhores resultados que os
inovadores, já que eles possuem dados exatos que permitem melhores tomadas de
decisões.
Como fruto do que ocorria da
formação de base no CEPPEL, o JEMPEL estava em alta, foi sua melhor fase na
minha avaliação. Muitos alunos e alunas competindo em diversas modalidades. Durante
todo período de sua realização, o ginásio ficava literalmente lotado. Seu movimento
atingia tantos nos bairros quanto no centro todos os jovens
Antes disso, o JEMPEL era dominado pelo Futsal, mas, por conta das
escolinhas que se iniciaram em 2000, centenas de adolescentes, tiveram acesso
ao aprendizado de outras modalidades, o que refletiu na democratização das
práticas esportivas de toda cidade e por
sua vez também nos jogos escolares que na nossa realidade, sempre foi a maior
ferramenta de fomento ao esporte. Por ela muitos tiveram o primeiro contato com
o esporte, seja assistindo, ou competindo.
Mas em 2002, onde os projetos
estavam em alta, aconteceu uma catástrofe. Depois de uma forte chuva no dia 02
de novembro, o telhado do CEPPEL desabou. Foi um choque para toda a sociedade pedroleopoldonse, e isso fez com que todo aquele movimento fosse interrompido.
Sem o CEPPEL, não havia
alternativas para expansão dos projetos, pois o Centro Poliesportivo de Pedro
Leopoldo, era o único lugar com estrutura capaz proporcionar condições de
treinamentos para essa quantidade de atletas e equipes, de receber grandes
jogos e acima de tudo proporcionar qualidades à elas. Assim, aumentaram as
dificuldades para quem vivia de esporte.
Com as equipes de esportes
especializados competindo no JIMI, a solução da época foi utilizar as quadras
das escolas públicas. Os treinos de basquete, vôlei, handebol e futsal, foram
transferidos por um esforço particular dos treinadores e a direção escolar para
o Colégio Imaculada Conceição, sempre aos finais de semana. Algumas equipes de
base como a de handebol e basquete – que mesmo sem cesta- permaneceram mantendo
o seu treino no CEPPEL sem teto, que ganhou o apelido de Coliseu, por conta da
forma que o ginásio ganhou.
Com tantos problemas, o
investimento para o esporte foi diminuindo, não havia interesse do prefeito em
manter os projetos, já que a procura de novos adeptos era baixa, e os custos
eram altos. Mas a vontade dos esportistas era maior, por isso eles se reuniram
como associação, e criaram a primeira associação entre os esporte especializado
da região, a ASEPEC- Associação de Incentivo ao Esporte- que foi idealizada
pelo treinador da equipe de vôlei Marcelo Felix, que conseguiu reunir grandes
nomes do esporte municipal, tais como Silvana Storino, Keila Bidu, Mariela
Sales, Helen Jancer, Anderson Lopes, entre outros que fizeram da ASEPEC uma
grande organização de apoio ao esporte.
A ASEPEC, tinha como proposta usar lixo reciclável, como fonte de renda.
Ela contava com o apoio de todos os atletas, tanto os adultos como os da base,
para recolher os recicláveis nas casas de alguns moradores parceiros do Centro,
e esse recurso servia para investir em materiais esportivos e competições.
A ASEPEC e Tadeu não tiveram um
bom relacionamento, isso por que o prefeito decidiu cortar grande parte do
investimento no esporte, inclusive ameaçando de não levar a delegação de Pedro
Leopoldo para o JIMI, que era o evento mais esperado da época pelos
esportistas. Por se negar a pagar a participação de Pedro Leopoldo no JIMI,
Tadeu viu um pequeno grupo crescer, e conseguir captar um alto valor financeiro
para participar do JIMI de 2004. Esse movimento uniu os esportistas da cidade.
Foi a maior participação de atletas pedroleopoldense na competição estadual.
Cada um dos 182 atletas inscritos nessa competição vendeu rifa, buscou parceria
no comércio enquanto a diretoria da ASEPEC buscava alianças maiores.
Na época me lembro que os
comentários na beira da quadra foi que Tadeu perdeu a eleição para Marcelo por
300 votos, a eleição mais disputada até hoje. Marcelo conseguiu os votos maciços
da associação com sua sensibilidade em investir na ASEPEC e com a promessa de
refazer o CEPPEL.
Quem falou que o
esporte não ganha eleição?
Video gravado pelo atleta da equipe adulta de basquete Leonardo César
no Ceppel sem teto.
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