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A Clínica de Basquete - L5 Esportes é um evento de grupo conduzido por Treinadores Especializados em Basquete que visa esclarecer regras, reforçar e corrigir técnicas, desenvolver habilidades táticas e capacidades físicas. Geralmente, tem duração de 3 a 4 horas e é aplicada em grupos de até 20 participantes. Ideal para quem já joga e busca aumentar seu nível de jogo.
Neste último sábado, dia 19 de janeiro de 2019, foi realizado, o Módulo I. Conduzido por Frederico Marques, o Fred (@fredmarquesbasquete); o evento aconteceu no CEPPEL - Centro Poliesportivo de Pedro Leopoldo e contou com a participação de atletas de Pedro Leopoldo, São José da Lapa e região.
Frederico Marques é Graduado em Educação Física pela UFMG e Certificado Nível 1, 2 e 3 pela ENTB. Atualmente, é treinador individual de atletas de basquete e treina as equipes do Colégio Santo Agostinho BH (sub12 sub13 sub15) e da Escola Americana de BH. Participou em 2018 como treinador do Wootten's Camp (link) (1° camp dos EUA) e treinou as categorias de base do Mackenzie Esporte Clube (4 anos), os times universitários da UFMG de Medicina, Engenharia, Educação Física, Direito e o Time Principal da UFMG (6 anos) e diversas escolas de esportes.
No Módulo I, a proposta foi abordar temas relevantes no contexto do basquete amador com foco principal nos jogadores de pelada para que estes pudessem, facilmente, aplicar os conceitos aprendidos de forma prática em seu próprio estilo de jogo. Nesta edição foram trabalhadas questões relacionadas a fundamentos (passe, recepção, arremesso e marcação), defesa individual (como marcar e reagir a marcação) e situações de falta; com a intenção de amenizar as polêmicas causadas pelos famigerados 'juízes de pelada'.
Com a temperatura próxima dos 30º e um clima seco, os atletas foram desafiados pelo treinador, a pensar o jogo de forma crítica. Trabalhar a cognição é um dos métodos utilizados por Fred para transmitir conhecimentos. Sua técnica faz com que os atletas absorvam as informações, sejam capazes de armazenar e reproduzir o que foi aprendido.
Iniciando e terminando as atividades com uma boa conversa, Fred, que entende o basquete como um jogo de inteligência, demonstrou que o aprendizado, técnico e tático, dependem, principalmente, de um desenvolvimento mental. Este esforço para pensar corretamente é responsável pelo entendimento das diversas situações de jogo e a escolha das melhores atitudes frente cada uma delas.
Ao compartilhar um pouco de sua experiência pessoal com o basquete, Frederico afirma que qualquer um pode jogar, desde que, seja inteligente. Assim como ele, que não possui as características físicas de um atleta de alto nível, mas entende o jogo e consegue contribuir com a equipe.
Ao compartilhar um pouco de sua experiência pessoal com o basquete, Frederico afirma que qualquer um pode jogar, desde que, seja inteligente. Assim como ele, que não possui as características físicas de um atleta de alto nível, mas entende o jogo e consegue contribuir com a equipe.
O que aprendemos?
1 - Passe e Recepção
O passe é a conexão entre dois jogadores, dividida em dois momentos: passe e recepção. Sendo, os dois, de igual importância, pois passar a bola corretamente é tão crucial quanto conseguir segurá-la. A velocidade da troca de passes corretos é o que determina o volume de jogo de um time e, portanto, sua velocidade de ataque.
Para conseguir segurar o passe, o jogador deve sempre estar preparado para receber a bola, colocando suas mãos em posição de recepção. Esse posicionamento das mãos também ajuda o passador a se orientar sobre como o passe deve ser feito, pois funciona como alvo e indica onde a bola deve ser lançada.
A recepção recomendada é feita com as duas mãos, mas também existe a possibilidade de receber a bola com apenas uma delas desde que no momento em que a bola é recebida, ela seja segurada com as duas mãos para garantir que não escape.
O treinador ressalta e afirma que a mão 'solitária' deve apenas indicar o alvo. E que o jogador ao esticar uma das mãos e receber o passe, deve, imediatamente; levar a outra mão para segurar a bola com firmeza e manter o equilíbrio da posse de bola.
Quem teve a oportunidade de participar de alguma escolinha de basquete na fase de base (dos 11 aos 17 anos), provavelmente, aprendeu que existem os passes: de peito, de cabeça, de ombro, quicado e de costas; e treinou o passe de peito, muito mais que os outros.
Fred explica que este passe é o menos utilizado por requerer uma situação de 'jogo perfeito', coisa rara no basquete. O que se vê, são passes que enfrentam marcação pesada, desequilíbrio, alta velocidade e outras variantes que dificultam a execução perfeita. Em especial, se tratando do passe peito que é realizado com as duas mãos e frente a frente.
Então, o treinador esclarece que o passe de ombro é uma alternativa mais eficiente e mais popular entre os profissionais. Por ser realizado com apenas uma das mãos e permitir um deslocamento lateral do jogador, torna-se mais eficaz nos momentos críticos e intensos do jogo. No caso do basquete, do primeiro ao último segundo, diga-se de passagem.
Dica dos bastidores: Acostume-se a colocar a perna na frente no momento do passe para acrescentar mais força ao movimento. Em outras palavras, use o passo para melhorar o passe (bom trocadilho); mas sem retirar o pé de apoio do chão. Lembre-se disso.
Dica dos bastidores: Acostume-se a colocar a perna na frente no momento do passe para acrescentar mais força ao movimento. Em outras palavras, use o passo para melhorar o passe (bom trocadilho); mas sem retirar o pé de apoio do chão. Lembre-se disso.
2 - Arremesso
Frederico é categórico em dizer que: sim, existe um padrão correto de arremesso e quanto mais próximo deste padrão, maior será o percentual de acerto. Algumas pessoas aprendem a arremessar fora deste padrão, adquirem vícios e manias na mecânica do movimento e não sabem como corrigi-los.
O arremesso errado (ou fora do padrão) pode ser eficiente, mas o limite de eficiência sempre será menor que máximo alcançado com a técnica correta. Em média são feitos 180 arremessos por equipe em cada jogo e a média de acerto é de 49% nas equipes de alto rendimento que, em sua maioria, possuem apenas jogadores treinados na forma correta de arremessar. Sendo assim, o treinador recomenda fortemente, se esforçar para corrigir as falhas e se aproximar do padrão de arremesso.
2.1 Posição de Arremesso
O arremesso deve ser executado com os pés, corpo e cotovelos apontados para a cesta e com os olhos direcionados para o alvo. Os pés devem estar paralelos, o joelho e o quadril; flexionados e o tronco, reto.
2.2 Salto
O arremesso deve ser feito, sempre, com salto. A força do arremesso é das pernas e vem do chão. O movimento total é uma ação coordenada dos membros inferiores e dos superiores na qual é necessário flexionar: tornozelo, joelho e quadril; e estender essas três articulações com força. Tal movimento é chamado de tripla extensão.
O objetivo da tripla extensão é gerar mais potência, utilizando o mínimo de força dos braços que, por sua vez, ficarão livres para controlar a direção e alcançar maior precisão no shoot. Além disso, o salto dificulta a marcação e o bloqueio por parte do adversário.
2.3 Finalização
Os ombros e cotovelos devem ser esticados até o limite para que o arremesso ganhe altura e assuma a forma de uma parábola ascendente em direção a cesta. A bola não deve tocar a palma das mãos e o punho deve fazer o movimento de final de lançamento, não as mãos.
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| Finalização Incorreta utilizando a flexão dos Dedos da Mão. |
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Sendo essa flexão de punho (ou a falta dela), a falha mais destacada pelo treinador que a identificou em vários participantes durante os exercícios.
O conceito de cilindro consiste na ideia de cada jogador ocupa uma posição em quadra. Tal posição é entendida como o espaço em torno do corpo do jogador como um cilindro imaginário que o envolve por inteiro. As infrações, basicamente, ocorrem quando um jogador ‘invade’ o cilindro de outro jogador. A posição é estabelecida quando um jogador se coloca com os dois pés no chão, delimitando, assim, a área de seu próprio cilindro.
3.2 Falta de Ataque
Considerando o cilindro, a falta de ataque é entendida como uma invasão clara e intencional, por parte do atacante, contra o cilindro estabelecido pelo jogador defensor que não movimenta os pés com o impacto; mas, normalmente, é lançado para trás e retirando os dois pés do chão ao mesmo tempo ao cair.
Segundo Frederico, esta é uma falta pouco comum e quando acontece, a visualização é fácil, por se tratar de um caso bem específico. Ele ainda reforça que esse tipo de infração gera polêmica, mas não deve ser enfatizada, pois é rara na maioria das partidas.
Segundo Frederico, esta é uma falta pouco comum e quando acontece, a visualização é fácil, por se tratar de um caso bem específico. Ele ainda reforça que esse tipo de infração gera polêmica, mas não deve ser enfatizada, pois é rara na maioria das partidas.
4 - Marcação
4.1 Posição de Marcação
A marcação nunca deve ser realizado de pé. O jogador deve estar abaixado (com joelhos flexionados), com os pés afastados em relação ao quadril para aumentar a área defendida e facilitar o deslocamento lateral, o tronco reto, a cabeça erguida e sempre com o olhar fixo no centro da região torácica (meio do peito) do adversário.
As mãos não devem tocar o jogador que está com a posse de bola, mas devem seguir a trajetória da bola a fim de dificultar o passe.
4.2 Marcação do Adversário sem a Bola
Quando o atacante está sem a bola é recomendada a utilização da marcação 3/4. O treinador explica que essa posição permite uma maior cobertura das ofensivas: corte, passe ou arremesso.
Essa marcação deve ser feita de forma que o defensor se posicione entre a cesta e o jogador atacante e sua mão livre se posicione entre o atacante e a bola; a fim de proteger a linha de passe. Dessa forma, o defensor impede que o atacante se aproxime da cesta e o atrapalha a receber o passe equilibrado, forçando-o assim, a se movimentar.
4.3 Marcação do Arremesso
Nosso treinador especializado da vez afirma com muita propriedade: 'Ninguém dá toco em arremessador'. E ainda completa que no momento do arremesso, o jogador já está em movimento de lançamento e sua atenção está toda na cesta, o que faz com que a tentativa de bloqueio seja em vão na maioria dos casos (ressalva para os casos em que há grande diferença de altura) pelo fato do arremesso ser feito para o alto.
Com isso, ele ensina o segredo: Atrapalhar a linha de visão do arremessador.
O defensor deve posicionar sua mão na frente do rosto do arremessador com todo o cuidado para não atingi-lo, pois o objetivo é atrapalhar sua visão da cesta. A mesma mão que o jogador utilizar para arremessar deve ser utilizada pelo marcador para fazer o movimento. Ou seja, arremessador destro deve ser marcado com a mão direita, logo, o arremessador canhoto deve ser marcado pela mão esquerda.
4.4 Posicionamento do Defensor
Ao se posicionar contra um jogador atacante é importante analisar as características do adversário para decidir como e onde se estabelecer.
Ao identificar o adversário como ‘chutador’, deve se aproximar dele a fim de atrapalhar o arremesso. Por sua vez, ao identificar o adversário como ‘cortador’, uma distância adequada deve ser mantida, a fim de interferir nos corredores e atrapalhar sua passagem. Caso, o jogador seja perigoso em ambas ações (cortar e chutar), uma posição de meio-termo deve ser assumida.
Tal distância deve permitir que o defensor acompanhe o deslocamento em caso de corte e ao mesmo tempo, seja capaz de se aproximar em caso de arremesso.
5 - Pensar o Jogo
5.1 Diferença básica entre Defesa Individual e Defesa Zona
Na visão de Fred, a consciência de estar marcando um jogador é característica da defesa individual, enquanto na defesa por zona, o jogador assume a consciência de marcar determinado espaço; que pode ser ocupado por um ou mais jogadores. Ele também demonstra que marcar individual não é seguir o adversário por todos os lados e sim, se posicionar estrategicamente com o intuito de impedi-lo de alcançar, ora a bola, ora a cesta.
Além de ressaltar a importância de pensar no ataque como um conjunto de ações do outro time, ou seja, analisar a situação, mais uma vez, se torna de suma importância; pois somente assim, será possível decidir quando se aproximar ou se distanciar do adversário, assim como da bola.
5.2 Marcação com Inferioridade Numérica
O exemplo utilizado pelo treinador foi a defesa de dois jogadores.
Ele diz que: sempre que dois marcadores se posicionarem contra uma ofensiva de qualquer número, devem fazê-lo da forma 1-1 (um, um). Um jogador marca a bola e o outro jogador marca a ‘sobra’.
Ele diz que: sempre que dois marcadores se posicionarem contra uma ofensiva de qualquer número, devem fazê-lo da forma 1-1 (um, um). Um jogador marca a bola e o outro jogador marca a ‘sobra’.
Sendo assim, o primeiro passe trocado pelo ataque é de responsabilidade do jogador que marca a bola, ou seja, do defensor que se movimenta de acordo com ela. Já o segundo passe é do jogador da ‘sobra’ que, por sua vez, se movimenta para interferir na linha de passe entre a bola e os outros jogadores atacantes; e consequentemente, entre eles e a cesta.
A intenção é dificultar ao máximo a cesta do time atacante e forçar os atacantes a executarem movimentos com menor chance de acerto, como um arremesso muito longo ou um shoot desequilibrado.
5.3 Objetividade e Observação ao Atacar
O objetivo do ataque é a cesta e todas as ações ofensivas devem ser em prol de alcançá-la. Sendo assim, receber a bola e logo devolvê-la (ou passá-la) para outro jogador como uma batata quente não faz sentido, já que fazer isso não aproxima o time da cesta adversária.
Uma forma simples de evitar que isso aconteça é criar o hábito de receber a bola e observar o jogo, antes de tomar qualquer decisão. É preciso saber o porquê de cada ação. Quicar a bola ou passar? Arremessar ou esperar a movimentação dos outros jogadores para passar? São questões que precisam ser respondidas com base nas diversas situações de jogo e suas características. E tal análise só é possível quando o jogador observa o jogo como um todo.
Considerações Finais
O evento foi finalizado com a avaliação dos atletas participantes, feita pelo treinador que os classificou, dando notas para cada um deles em dois aspectos: técnica e tática. Os jogadores também avaliaram o treinador quanto a sua postura, didática e domínio do conteúdo apresentado. Além disso, todos os envolvidos avaliaram a estrutura do evento, a relevância do conteúdo e sua satisfação ao participar da Clínica de Basquete L5 - Módulo I.
Os jogadores ainda puderam repor suas energias durante os intervalos com frutas e bebidas isotônicas fornecidas pela organização, além da boa e velha água gelada. O registro fotográfico ficou a cargo da fotógrafa, Ana Luiza R. Pereira (@aninhafotografa), grande parceira da L5 Esportes. E por fim, contamos com o auxílio de João Carlos F. Coelho na organização, amigo, jogador de basquete e frequentador de longa data das peladas de Pedro Leopoldo.
As próximas edições já estão marcadas.
Confira, se organize e participe!
Próximas Edições
Módulo II - 23 de Fevereiro de 2019
Módulo III - 16 de Março de 2019
Módulo IV - 13 de Abril de 2019
Módulo V - 11 de Maio de 2019Módulo VI - 08 de Junho de 2019
































Meu nome é Tony Duvalle, sou radialista e amante do basquete. Tive o privilegio de participar desta clinica de basquete com a equipe da L5 e o coach Fred Marques, onde recebi um treinamento com riqueza de conteúdo, detalhes e conhecimento técnico, tático e físico; exercícios intensos e executados com objetivo de eliminar erros e vícios comuns aos leigos e peladeiros de basquete, alem de intensa carga de treinamentos e fundamentos básicos do basquete, tivemos a experiencia prazerosa de aprender jogando e executar de forma correta tudo que aprendemos em ação na quadra, foi gratificante e muito proveitoso todo o conteúdo que assimilamos nesta clinica.
ResponderExcluirRecomendo a todo e qualquer amante do basquete, profissional e amador. conhecimento é ferramenta que liberta e leva a superação pessoal. valeu galera da L5 e Fred Marques.
O treinamento realmente é a base de tudo, conteudo precioso,a expansão do conhecimento vai causar uma verdadeira revolução no basquete brasileiro!!
ExcluirEu jogo basquete há mais de 16 anos e aprendi a arremessar usando as duas mãos. Em 2013, eu comecei a treinar meu arremesso com apenas uma mão e continuei aprimorando a técnica desde então. Os resultados foram impressionantes e eu achei que já estivesse tudo resolvido; mas sempre existem mais coisas que podemos aprender. Nessa clínica pude aprender mais um detalhe importante para o arremesso, a flexão de punho. O mais interessante é que eu não fazia ideia que arremessava dobra a mão e não o punho.
ResponderExcluirOutra coisa que não sabia era o fato de que o passe de ombro é o mais utilizado e mais eficiente para situações de crise. De forma geral, o treinador conseguiu reforçar os conceitos importantes e ainda ensinar coisas novas.
E por último, a marcação do arremesso também foi muito importante para mim, pois sou baixo (1,745m) e essa forma de atrapalhar a linha de visão do adversário, vai diminuir ainda mais a desvantagem da altura que sempre tive que enfrentar em quadra.
Agradeço ao Fred pelos ensinamentos e já estou ansioso para as próximas.
Énóiz!
Na parte do passe, o fato de você usar as mãos com "alvo" te ajuda a ser visto pelo passador. Jogar com as mãos abaixadas mostra que você não está pronto para receber a bola, postura é tudo, o seu corpo fala por isso se mostre a disposição sempre. Outra coisa é você gritar "Eu", isso chama a atenção do passador, e faz com que receba mais bolas, comunique-se dentro de quadra.
ResponderExcluirA prática da Clínica foi realmente fantástica, estive fora do basquete por mais de 3 anos e a clínica me deu a oportunidade de aprender novamente muitos fundamentos ja esquecidos e outros novos. É certo que participarei das próximas, aconselho as pessoas a participarem.
ResponderExcluirFico muito feliz por ter conseguido passar um pouco da minha loucura por basquete para alguns atletas amadores!! Muito satisfeito em saber que o pessoal gostou e que temos varias pessoas boas no mundo que entendem,tambem, que o conhecimento deve ser universal!!
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