Esse fenomeno social que estamos vivendo, onde as pessoas estão cada vez mais nervosas, brigando o tempo todo uma com as outras, completamente estressadas, tem a ver com uma região do nosso cerebro chamada amidala. A amidala é uma das primeiras áreas que foram desenvolvidas pelo nosso cerebro, ela está ai a milhões de anos e foi responsável pela nossa sobrevivência até a atualidade. A amidala é um mecanismo de defesa do nosso sistema nervoso, por isso, sempre que passarmos por uma situação que consideramos perigosa, essa area será ativada e a sua resposta será, fugir ou lutar. Essas ações aconteçam de forma irracional, só depois que a situação passa, que você vai avaliar o que realmente estava acontecendo. Deixa eu dar um exemplo: você caminhando por uma rua escura, e de repente você ouve o barulho de uma moto vindo por trás, você então percebe que ela está desacelerando. Nesse exato momento, a sua amidala é acionada, e uma descarga de adrenalina se espalha pelo seu corpo, acelerando seus batimentos cardiacos. Uma sensação de estresse toma conta do seu corpo e a sua vontade será de sair correndo daquele lugar.
COMO O ESTRESSE E O MEDO TE FAZEM ENGORDAR
Esse fenomeno social que estamos vivendo, onde as pessoas estão cada vez mais nervosas, brigando o tempo todo uma com as outras, completamente estressadas, tem a ver com uma região do nosso cerebro chamada amidala. A amidala é uma das primeiras áreas que foram desenvolvidas pelo nosso cerebro, ela está ai a milhões de anos e foi responsável pela nossa sobrevivência até a atualidade. A amidala é um mecanismo de defesa do nosso sistema nervoso, por isso, sempre que passarmos por uma situação que consideramos perigosa, essa area será ativada e a sua resposta será, fugir ou lutar. Essas ações aconteçam de forma irracional, só depois que a situação passa, que você vai avaliar o que realmente estava acontecendo. Deixa eu dar um exemplo: você caminhando por uma rua escura, e de repente você ouve o barulho de uma moto vindo por trás, você então percebe que ela está desacelerando. Nesse exato momento, a sua amidala é acionada, e uma descarga de adrenalina se espalha pelo seu corpo, acelerando seus batimentos cardiacos. Uma sensação de estresse toma conta do seu corpo e a sua vontade será de sair correndo daquele lugar.
ESCOLA DE FUTEBOL PEDRO LEOPOLDO/L5
A melhor coisa que aconteceu para o futebol brasileiro foram o 7x1. Essa surra nos ajudou a acordar e rever esse negócio de éramos o país do futebol. Estávamos há muito tempo escorados na nossa história, nos títulos mundiais e nos grandes jogadores do passado, aqueles que por inúmeras vezes foram considerados os melhores do mundo.
O sucesso pode derrubar a gente, ele sobe para cabeça e nos deixa convencidos. Estamos vivendo uma fase estranha, o salto alto tomou o lugar das chuteiras. Essa é geração "arrasta chinelo", onde os jogadores se destacam mais pelo jeito moleque de andar, do que pelo futebol que apresentam.
Por décadas fomos os melhores do mundo, com isso passamos a acreditar que dava para ganhar só com o peso da camisa. Só que algo aconteceu que mudou isso aí, o pessoal que estava atrás resolveu se empenhar de verdade em aprender futebol e acabou nos superando. Não podemos esquecer que a Alemanha que nos deu o sacode, é a mesma que anos antes havia perdido uma final de Copa do Mundo para o Brasil.
Quer dizer, era o mesmo país, mas com uma atitude diferente. Mas o que será que eles fizeram para reverter essa situação?
Simples, planejaram.
Eles sentaram, conversaram, discutiram, envolveram todas as classes do futebol alemão para um objetivo em comum, serem os melhores do mundo no futebol. E deu no que deu, eles não só foram campeões mundiais, mas no cenário de clubes, possuem clubes nacionais que estão entre os melhores do mundo.
O ponto principal do sucesso alemão foi o investimento feito na base, eles entenderam que para ser melhor no futuro, era preciso dar qualidade para quem vai ocupar esse espaço. E qual era o primeiro passo para atingir esse objetivo? Começaram pela capacitação dos seus treinadores das categorias de base.
Eles concluíram que essas pessoas eram responsáveis diretamente pela qualidade dos futuros jogadores, pois uma criança bem treinada, se torna um adulto mais eficiente. Por isso criaram um movimento nacional para a capacitação dos professores. Isso mesmo! O país investiu em professores, na educação, na base, comprovando que a valorização dos professores é o principal caminho para mudar a história, e foi o que aconteceu.
Com esse exemplo fica claro onde devemos começar a investir para mudar nosso futuro, aqui no caso estamos falando de futebol, mas isso se aplica a qualquer outra área, investir em educação, muda o mundo. E investir em educação parte de investir em quem vai ensinar. É necessário primeiro ensinar quem ensina, pois pensa bem, se quem ensina não aprende, como ele vai ensinar?
O futebol é uma ciência, possue uma literatura vasta, riquíssima e que nesse mundo globalizado, onde a informação chega tão rápido, tudo é compartilhado. Não cabe mais fazer as coisas no “Eu acho” no futebol, principalmente quando falamos de formação, o professor precisa se atualizar o tempo todo, e aqueles que não estudam, estão perdendo espaço nesse ramo.
E no Brasil, como estamos nesse investimento?
Aqui no Brasil também existe um movimento entre as instituições acadêmicas para capacitar os treinadores das categorias de base. A CBF tem cada fez mais laçado conteúdos, capacitações e está contando com várias iniciativas no campo acadêmico. Mas esse movimento ainda está nos grandes clubes, um pouco restringido a quem está já no alto rendimento.
Mas o importante que o conhecimento já está por aqui, e aospoucos vai chegando nas demais escolas. O processo ainda está lento, mas está acontecendo, qualquer um é capaz de se capacitar como treinador de futebol, quer dizer qualquer um que seja formado em Educação Física (que é outra evolução no país) e tenha dinheiro para investir, pois os cursos ainda são bem caros.
A L5 Esportes está nesse caminho, ainda mais que somos uma empresa inclinada para a área acadêmica, nós gostamos de estudar e de treinar nossos treinadores. Só nesse ano de 2021 foram formados quatro grupos de estudos diferentes, todos voltados para o esporte. Um deles é exclusivo para o futebol, onde buscamos atualizar junto com o mundo. Temos um dia na semana que serve apenas para nos aprender o que há de mais moderno nessa modalidade que é paixão nacional, pois entendemos que vale a pena o esforço para adquirir esse conhecimento.
Além do futebol, também estudamos o basquete, a preparação física esportiva e o marketing esportivo. Isso mesmo, estudamos marketing, pois entendemos que não adianta o jogador ser bom, se ninguém o conhece. Somos uma equipes com cerca de 12 profissionais, que se dividem em diversas áreas do conhecimento esportivo, e há muito tempo estamos nos preparando para atuar nesse mercado.
No mês de janeiro fechamos uma parceria com o Pedro Leopoldo Futebol Clube. Uma parceria que tem como objetivo colocar em prática tudo de novo que estamos aprendendo com o futebol, desde a parte de desenvolvimento cognitivo, motora, técnica e tática, além de ensina-lo a como se comportar nas redes sociais e onde aparecer para ser visto pelo mundo futebolístico.
Nossa parceria com o Bodão, tem a ver com a organização da categoria de base da equipe, onde eles entram com a estrutura física, e nós com a estrutura técnica, oferecendo nosso corpo de treinadores para exercer o trabalho com os meninos. A intensão principal da equipe é profissionalizar o futebol amador.
Vejam bem, o objetivo é profissionalizar o amador e não se tornar uma equipe profissional. E isso deve ficar bem claro, pois faz toda diferença na hora de tocar o projeto.
Quando falamos sobre profissionalizar o amador, significa que queremos continuar competindo no nível amador, só que com postura profissional, com atletas educados, com qualidade técnica e inteligência tática, e claro com um bom comportamento também fora de campo.
Por isso estamos criando a primeira categoria de base do Pedro Leopoldo/L5, pois a partir de agora toda a gestão de pessoas será da nossa empresa, que é especialista nisso.
Vamos dar início ao trabalho agora, no mês de março. Iremos realizar uma seletiva com meninos nascidos nos anos de 2005, 2006 e 2007. Nossa primeira atuação será no SUB-16.
Para isso, estamos organizando uma peneira diferente, que vai durar quatro meses, abril, maio, junho e julho, com dois treinos na semana, sempre às terças e quintas, das 16h as 17h30min.
Decidimos selecionar nosso grupo dessa forma, pois acreditamos que peneira do tipo de um dia não é muito justa com os meninos. As vezes um bom jogador não consegue mostrar tudo que sabe por ter ficado nervoso no dia do teste. Ao prolongar esse período, ele terá tempo de se adaptar e mostrar o seu melhor.
Durante esse período, os meninos receberão treinamento técnico e tático no campo do PL, serão no mínimo três profissionais que estarão presente nos treinos, e eles estarão trazendo para esse projeto uma linha de treinamento que está sendo tendência mundial, que são as técnicas através da neurociência.
Esse método busca desenvolver a inteligência do atleta, pois descobriu-se que quanto mais inteligente o atleta for, maior será a sua capacidade de resolver as infinidades de problemas que aparecem durante um jogo de futebol. Atletas que treinam de forma mecânica, vão jogar de forma mecânica, e o mundo já sabe que atleta assim não é capaz de jogar nos dias de hoje, pois todo já mudou, agora falta a gente também mudar.
Os atletas também poderão experimentar as situação de competição, que é outra mudança que trazemos na forma de fazer escola de futebol. Sempre na última semana de cada mês eles irão competir internamente, com direito a uniforme, arbitragem, e análise de desempenho, onde poderemos apresentar para o grupo seus pontos fortes e fracos. Esse tipo de trabalho, faz com que o atleta aprenda a competir, tornando-o mais maduro e com condições de se dar melhor quando for para o jogo de verdade.
Nosso objetivo é em julho ter o grupo de atletas montado, que vai contar com 25 meninos. Esse grupo assim que fechado, irá treinar em alto nível cinco dias na semana, alternando em treinos no campo e na academia, para melhorar seus padrões de força. Além disso, irão participar de competições para a sua idade, com o objetivo de aparecer para os grandes clubes. Esse grupo selecionado irá fazer parte do time Pedro Leopoldo/L5 sem nenhum custo.
Para selecionar esse time de 25 atletas, iremos abrir inscrições para 60 meninos nascidos em 2005, 2006 e 2007. O período de inscrição será do dia 15/03/2021 a 31/03/2021, e acontecerá por ordem de inscrição.
A inscrição é feita por um responsável que deverá realizar um pré-cadastro através do botão de Clique Aqui, logo abaixo. Você não paga nada para realizar esse pré cadastro, mas apenas os atletas cadastrados nesse link, poderão participar da fase de inscrição.
Nosso projeto marca uma mudança na forma de fazer esporte na cidade, e sabemos que toda mudança causa desconfiança, mas pedimos espaço para tentar fazer diferente, para que possamos colher resultados diferentes. Precisamos da confiança de quem acredita na chegada do novo e do tempo para provarmos que estamos seguindo o caminho certo.
Pedimos sua ajuda, se você recebeu essa carta, peço que compartilhe para alguém que esteja dentro do nosso perfil. Colabore com nosso trabalho.
Muito obrigado por ter chegado até aqui.
#Pessoascomunstambemsaoatletas
UMA IDEIA PARA MUDAR A FORMA DE EDUCAR
UMA
IDEIA PARA MUDAR A FORMA DE EDUCAR

POR
ROBERTO LELES
Educação é um tema bem difícil de debater, e só quem viveu na pele a
responsabilidade de educar, sabe falar sobre como é ficar no olho desse
furacão. São tantas coisas que acontecem ao mesmo tempo, que é impossível
imaginar uma solução única para a enorme demanda que aparece, cada dia você se
depara com um problema novo.
É loucura apontar um culpado,
pois cada escola é uma escola, cada sala é uma sala e cada aluno é um aluno.
Além disso cada gestor ou professor escolar também é único, e as vezes o que
pode ser um problema para um, não é para o outro. Por exemplo, existem escolas
que obrigam os alunos a se juntarem no pátio, para cantar o hino nacional e
fazer a oração do Pai Nosso antes de entrar na sala, enquanto outras escolas,
não realizam essa “cerimonia”. Ai temos um problema! Pois as escolas que obrigam
os alunos a participarem dessa “cerimonia”, enfrentam aqueles que não querem
participar, com isso já começam o dia, enfrentando um conflito.
Educar é uma tarefa delicada,
pois o professor precisa passar um conhecimento para alguém que na maioria das
vezes não quer receber, com isso os professores dentro da sala de aula, enfrentam
mais um conflito, convencer aos alunos a aprenderem algo que eles ainda nem
sabem que precisam.
A maior parte dos alunos vivem como se o mundo da escola fosse eterno, alguns
realmente acreditam que a vida começa e termina ali, por isso, essa fase da adolescência
é tão sofrida para alguns e tão feliz para outros. Pois pensa bem, imagina como
é para a gordinha que sofre bullying no ensino médio? Seu universo gira em
torno da opinião dos seus amigos da escola, por isso, sua percepção do mundo, é
que ela é um fracasso. Enquanto isso, aquele garoto descolado, que é muito
popular, festeja o seu sucesso na comunidade escolar, e sua percepção sobre a
vida escolar é bem diferente de sua amiga mais cheinha.
A fase escolar é uma das mais complicadas, pois é uma fase de
descobertas. Quando se torna adulto, você percebe que a maioria dos seus
problemas eram coisas bobas de serem resolvidas. Você também descobre que o
fato do seu ensino médio ter sido um sucesso, não quer dizer nada, e da mesma
forma se ele foi um fracasso. Aposto que já viu essa história se reverter
diversas vezes, da gordinha emagrecer e do bonitão fracassar. Se você é um
adulto, sabe dessas coisas, só que eles ainda não, por isso sofrem tanto.
Por isso o professor precisa entender essa situação e ensinar pensando na
fase que os alunos estão vivendo. Ninguém aprende obrigado, pois para se
transferir um conhecimento, é necessário ter abertura de quem vai recebe-lo. O professor
e o gestor escolar, são as pessoas maduras nesse processo. Eles também passaram
pela escola e tiveram suas próprias experiências. Por isso são os responsáveis
por guiar os alunos nesse caminho, ajudando-os a perceber de que existe um
mundo maior lá fora, e que eles precisam se concentrar no futuro, pois o tempo
passa rápido e as oportunidades também.
Professores e o gestores escolar eficientes possuem uma característica
comum, usam a criatividade para educar, chamam a atenção do aluno e despertam o
seu interesse, assim ganham abertura para passar a mensagem. Eles buscam
desafiar os alunos para que eles se sintam estimulados a desenvolver suas
habilidades. Outra característica importante, é a empatia, eles têm a
capacidade de se colocar no lugar do aluno, buscando entender quem é esse sujeito
com quem está conversando. Eles procuram informações dos seus alunos, querem
saber quem é, de onde vem, o que passa com ele dentro da sala de aula ou em
casa, pois entendem que cada um é cada um, e o ambiente externo influencia
diretamente nesse processo de educação.
Tentar impor autoridade dentro da sala de aula, geralmente não funciona.
Esse perfil de professor autoritário, linha dura, só faz aumentar o conflito e
a distância com o aluno, o que piora a situação, pois, uma pequena parte
bem barulhenta da sala de aula, adora desafiar quem quer obriga-los a fazer
alguma coisa. Com isso o professor passa grande parte da aula gritando, se
estressando, enquanto essa turma se diverte as custas dele.
Educar é a arte de engolir sapos, o professor precisa manter a ordem e a
classe ao mesmo tempo, não é um trabalho fácil, imagina você lutar sozinho em
uma sala de aula, contra quarenta adolescentes, é uma batalha já perdida com
certeza. Por isso o professor precisa respirar fundo e não se permitir ser
atingindo pelas provocações, pois cada reação a um aluno “bagunceiro”, aumenta
sua audiência, e com isso sua força vai aumentando e ele vai se tornando o
líder daquela sala.
Uma forma bem eficiente de ganhar a atenção da sala, é estimulando os
alunos interessados. Jack Welck, um dos CEOs mais bem sucedidos do mundo, disse
que sempre classificava seus liderados em três classes, A,B e C. Ele dizia que
o classe A, eram aqueles 10% acelerados da turma, pessoas que não precisavam
ser estimuladas, pois se motivavam sozinhas. O classe B, representa 70%, e são
pessoas que precisavam de estímulos, de orientações e uma pequena força para
trabalhar. E o C, geralmente são 20%, e representam aqueles que não tem nenhum
interesse no que está acontecendo. Welck dizia que o risco maior eram os classe
B, pois é a classe influenciável, eles podem se misturar tanto com quem é A,
como com quem é C, e é ai que está o risco, pois se eles se misturarem com os classe
C, o comportamento da turma será igual daqueles que não tem interesse nenhum em
colaborar.
O grande problema de professores que não conseguem atrair a atenção da
sala, é que eles gastam mais tempo com os alunos classe C, do que com os classe
A, e isso desmotiva quem está interessado em participar da aula. Os classe C
são realmente irritantes, falam coisas fora de hora apenas para atrapalhar o
andamento da matéria, mas, se o professor dar muita atenção para esse grupo,
eles vão ganhando popularidade, e ganhando seguidores, geralmente os classe B,
que são os altamente influenciáveis. Por esse motivo o professor deve “engolir
sapos”, e não deixar que as provocações dos alunos classe C, façam o perder a
razão. É uma tarefa complicada, mas necessária, pois se o professor cair na
tentação de responder, eles já venceram.
Para conquistar uma turma, a aula deve ser direcionada para os classe A,
eles devem ser desafiados a liderar a sala. Os classe A são competitivos, e na
posição de liderança conseguem estimular seu grupo a fazer o melhor. Os classe
A sendo estimulados, atraem os classe B e consequentemente acuam os classe C,
tornando o ambiente da sala de aula muito mais produtivo.
Sou professor de Educação Física desde 2006 (sei que parece uma matéria fácil de lecionar, já que o senso comum
acredita que a única coisa que fazemos é chegar na quadra, jogar a bola e
deixar que eles “brinquem”. Mas não é bem assim, o conteúdo da Educação Física
é extenso, e somos obrigados a passa-los, já que também caem nas provas), demorei
um tempo para entender esse sistema, eu também lutava contra aqueles que não
queriam nada na aula, e só me desgastava enquanto os alunos se divertiam com
minha cara. Foi então que decidi mudar a abordagem, e trazer os alunos
interessados para o foco.
Em 2018, fui designado para Escola Estadual Romero de Carvalho, uma
escola de bairro de Pedro Leopoldo, lá eles tinham poucos recursos e muitos
problemas, mas foi onde desenvolvi junto com outros professores, que também
compactuavam com a ideia de estimular os interessados, um sistema de educação
que usava jogos como meio de levar as mensagens. Vocês nem imaginam como isso
deu certo, acabamos por descobri uma forma muito mais eficiente de ensinar, um
método tão bom, que precisa ser compartilhado com a sociedade, e é por isso que
gostaria de descrever como fizemos esse projeto nesse texto.
Criamos um projeto chamado JEROC- Jogos Escolares Romero de Carvalho-, um
evento que foi construído pelos alunos, do início ao fim. A intenção do projeto
era construir algo que tivesse a cara dos alunos e não dos professores ou do Estado,
a ideia era dar autonomia para saber do que eles eram capazes.
Dividimos toda escola em quatro equipes, os alunos elegeram os líderes de
cada grupo através de uma eleição. Nessa fase eles participaram de palestras
sobre política, onde aprenderam como escolher um representante. O objetivo
desse momento era ensinar sobre a importância de pesquisar, entender e
reconhecer um representante, promovendo uma aula sobre responsabilidade civil.
Com isso muitos tiveram a primeira experiência de votar e ser votado. Todo o
projeto era organizados pelos alunos considerados os mais responsáveis da
escola (E esse era o ponto chave da nossa teoria, dar visibilidade e estimulo
aos classe A).
Os alunos foram responsáveis pela criação das regras dos jogos, e
orientados a como melhorar a organização, e como dar publicidade ao que estava
acontecendo. Houveram disputas de jogos esportivos, dança, matemática e
redação. E as equipes eram pontuadas de acordo com as tarefas executadas. E
durante todo o projeto várias ideias foram sugerindo, como por exemplo
competições de projetos de ciência, cultural, dentre outros. (Uma pena não
termos conseguido fazer tudo).
Introduzimos o mundo do empreendedorismo durante o projeto, eles
aprenderam a pensar sobre como produzir riqueza, e com isso aumentar os
recursos disponíveis do evento. Entenderam como funciona o mercado financeiro,
de criar uma oferta em cima de uma demanda. Eles conseguiram atrair a
comunidade escolar (Pais, professores, amigos) para os jogos nos sábados
letivos, e com isso venderam produtos (pastel e refrigerante) e conseguiram
lucrar. Com isso tiveram que aprender a se reunir para tomar de decisões
importantes, como grupo, assim ganhando mais uma experiência.
Esse projeto foi capaz de mostrar que existe uma forma mais pratica de
colocar as teorias de educação para funcionar, pois permitiu que crianças e
adolescentes pudessem viver de forma real como o mundo acontece. Por isso,
acredito que valha a pena investir tempo e recursos aperfeiçoando esse método
de trabalho, para trazer uma educação mais pratica, voltada para os alunos
interessados, estimulando a autonomia e a criatividade do ambiente escolar.









